Experiência do setor privado pode ajudar a melhorar gestão do SUS

07/06/2016
Portal Brasil

O setor privado poderá colocar sua experiência de gestão a serviço do Sistema Único de Saúde (SUS), cujos ganhos em eficiência trariam grandes benefícios para os usuários. Uma proposta de transferência de know-how foi discutida, no final da semana passada, entre o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e o Movimento Brasil Competitivo (MBC), que reúne algumas das mais exitosas empresas do País.

“É preciso melhorar a qualidade do serviço prestado à população. Trago a nossa experiência para ajudar a aumentar a produtividade no setor público. Podemos melhorar até 30% a produtividade da saúde pública com os recursos que já temos”, disse o empresário Jorge Gerdau, um dos participantes da reunião no Ministério da Saúde. Além de presidente do Conselho Superior do MBC, o empresário faz parte do Conselho Consultivo da Gerdau.

“O MBC tem procurado ajudar em várias áreas da gestão pública. E a saúde é uma prioridade para o País”, acrescentou Jorge Gerdau, para quem a melhoria da gestão passa pelo incremento da informatização do sistema, o gerenciamento de recursos e o estabelecimento de parcerias.

“Toda ajuda para melhorar a gestão das verbas públicas é bem-vinda. Estou montando uma equipe com pessoas que tenham vocação para o serviço público e que nos ajudem a fazê-lo funcionar com mais eficiência”, frisou o ministro Ricardo Barros. Uma proposta de parceria ainda está em fase de formatação.

PDPs

A associação do SUS com o setor privado já é utilizada para melhorar a gestão e a incorporação de tecnologias ao sistema. Entre essas experiências estão as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que são acordos entre instituições públicas e também entre instituições públicas e entidades privadas.

Os acordos são elaborados para desenvolvimento, transferência e absorção de tecnologia, além de produção, capacitação produtiva e tecnológica do País em produtos estratégicos para atendimento às demandas da saúde pública.

A transferência de tecnologia dentro das PDPs pode durar até 10 anos, e, com os acordos, o Brasil passa a deter a tecnologia de produção de medicamentos voltados para o tratamento de doenças autoimunes, câncer, hormônio do crescimento e aparelhos para amplificação sonora individual, entre outros. Desde 2011, foram economizados R$ 2,4 bilhões dos cofres públicos com a compra de produtos das parcerias.


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